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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Ali do lado




Olhos verdes avermelhados e pequenos.
Grossas sobrancelhas desenhadas e definidas uniformemente. 
Cabelos castanhos despenteados com pontas queimadas pelo sol.
Nariz que equilibra todo o formato de seu rosto, com uma pequena pinta lateral.
Boca vermelha carnuda que às vezes é mordiscada nos cantos.
Sorriso largo, verdadeiro e misterioso, quando dado de lado mostra uma pequena covinha.
Queixo quadrado, com pequena concentração de barba, lisa, provavelmente macia.
De seu corpo poderia descrever cada desenho visível, cada pinta de seus braços, cada unha de seus pés, cada linha de seus dedos, cada curva de suas panturrilhas.
Ele ali sentado em minha frente eu fico a imaginar deitar-me em teu peito, enquanto me abraça com um de seus braços, o outro sobre sua barriga, no ar o cheiro de nossos corpos suados, uma de suas pernas dobrada, a outra por baixo do meu joelho. 
Seu olhar para o nada em direção ao teto, um leve sorriso de satisfação em seu rosto, pelo chão nossas roupas espalhadas, uma música, a luz do computador no quarto escuro, a janela aberta, uma brisa toca nossos corpos nus jogados no chão.
A parede conversa com nos dois. Nenhuma palavra sai de nossas bocas, enquanto nossos corpos acalmam-se vamos adormecendo lentamente, ainda abraçados.
Quando já descansados acordamos juntos como em sincronia, nossos olhares se cruzam, e mais uma vez sem palavras repetimos aquele ritual.
Começando com suaves toques por todo o corpo, cheiros e beijos carinhosos. Toques cada vez mais fortes, beijos mais ardentes, leves puxões  nos nossos cabelos, olhares cruzados, gemidos de prazer, movimentos dos corpos em sintonia com a música baixa, espasmos musculares, corpos entrelaçados. E mais uma vez o cheiro de nosso suor. O adormecer, o recomeçar, o amanhecer. 




Por: Labibe
04 de outubro de 2014

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