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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Conto

Baiano



Ao vê-lo os pelos do meu corpo se arrepiaram como se um anjo passasse ao meu lado e me sussurrasse algo.
Durante algum tempo ele vinha em meus sonhos, ficava ali parado me olhando aproximava-se segurava meus cabelos com força, fazia-me ajoelhar, olhava em meus olhos, abria a boca como se fosse dizer algo. E o sonho acabava. Quando acordava ficará a imaginar o que ele iria dizer. Minhas mãos ganhava vida e me tocava. Meu corpo sentia que eram seus lábios a me provar.
Por alguns dias fiquei pensando como demonstrar meu desejo, meu corpo que me fazia tremer de tanta excitação.
Assim que consegui seu contato minhas pernas tremeram, minhas mãos suavam e meu coração batia tão rápido quanto a de um pássaro acuado.
Respirei fundo e mandei uma mensagem, não demorou nada e ele respondeu, a cada palavra que eu lia sentia que meus pulmões iriam parar. Cada meia dúzia de palavras trocadas aumentava ainda mais minha vontade de senti-lo.
Demorou um pouco até o momento em que nos vimos pessoalmente, até então conversávamos apenas virtualmente, mas meu desejo por ele só aumentava a cada minuto. Como pode apenas um simples sorriso me encher de tanto tesão?
Então quando numa sexta à noite recebi sua mensagem dizendo que queria me ver, senti todo meu corpo se estremecer. Logo, pensei que conseguiria satisfazer todo aquele desejo que estava crescendo em mim.
Quando subi as escadas e me deparei com ele tudo a nosso redor parou naquele momento. Minha vontade era de leva-lo pra minha casa, senta-lo na minha cama e poder sentir seu gosto. Mas ao invés disso acontecer conteve-me para que o momento certo eu pudesse me deleitar com todo o prazer que merecíamos.
A noite foi agradável, conheci pessoas maravilhosas, ouvimos música, dançamos e nos divertimos juntos. Então quando a noite já estava pra se encerrar ele puxou-me e beijou-me. E outra vez senti aquele sensação, só que agora de uma forma tão intensa que quase me nocauteou.
Meu corpo já não pedia mais o seu corpo, agora implorava. No caminho que fazíamos para ir pra casa sentia que meu desejo lutando contra meu corpo. Se tivesse vencido acabaria com aquela agonia naquela hora mesmo. Contive-me por alguns instantes, ele me deixou na porta de casa, despediu-se e foi embora.
Ao chegar em casa sozinha, acariciava meu pescoço descendo lentamente até meus seios já rígidos de tanto desejo. Como seu cheiro ainda estava em mim foi fácil imaginar que seria ele o autor de tamanha excitação.  Acariciava-me e imaginava que seria ele ali comigo. De olhos fechados e no escuro de meu quarto cheguei até uma parte do meu corpo que me proporciona tanto prazer.
Uma das minhas mãos ainda permanecia a brincar com meu mamilo e a outra brincava sutilmente com meu clitóris, em movimentos circulares que variava de intensidade à medida que o prazer tomava conta do meu ser.
Imaginava seus beijos calorosos, suas mãos a passear pelo meu corpo, seu cheiro e sua voz dizendo em meus ouvidos: “Quero você toda pra mim”.
Com minha respiração ofegante sentia que já estava chegando a hora de contemplar o prazer. De repente meus pés enrijeceram-se, senti uma leve brisa passar por meu corpo, que naquele momento já estava nu, meu coração acelerou, minha pele estava queimando de tanto prazer, minha boca havia se secado e com um impulso sentei-me na cama. Foi então que senti meu corpo todo se estremecer com espasmos causados pelo mais intenso orgasmo que já havia proporcionado com minhas próprias mãos.
Depois disso foi fácil adormecer. E outra vez ele veio em meus sonhos. Só que agora aproveitava cada detalhe daquela cena. Conseguia sentir seu cheiro, seu toque quando pegava em meus cabelos, o calor de suas mãos ao passar pelo meu corpo. Mas ainda não conseguia ouvir o que ele dizia pra mim, ali, em pé em minha frente e eu de joelhos.
Quando finalmente estávamos sozinhos em sua casa, a cena dos meus sonhos se repetira. Não conseguia pensar em mais nada, além de daquela frase que tanto esperava.
Todo aquele ritual dos meus sonhos se repetia ali naquele momento. Foi então que ele puxou-me pelos cabelos, beijou-me intensamente, e foi fazendo-me ajoelhar.
Já estávamos completamente nus. Seu membro estava ali em minha frente ereto e pulsando de tesão. Olhem em seus olhos e não pude esperar que dissesse algo. Em um impulso de desejo comecei com minha boca a sentir seu gosto. Talvez um néctar dos Deuses.
Com uma música envolvente já o sentia dentro de mim. Não conseguia parar de olhar o vai e vem de seu corpo sobre o meu. Minhas unhas passavam levemente em suas costas. O cheiro dos nossos corpos incendiava aquele cômodo, quando enfim chegamos ao ápice do prazer, me sentia satisfeita olhando aquele corpo nu ao meu lado deitado e com um leve sorriso em seus lábios. Adormecemos juntos, nus e abraçados.

E mais uma vez aquele sonho perturbador. E a tão esperada frase veio de seus lábios, simplesmente olhou pra mim e disse: “Quero que você seja minha essa noite”. 





Por: Labibe
20 de setembro de 2014

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